"Não é possível refazer este país, democratiza-lo, humaniza-lo, torna-lo sério, com adolescentes bricando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se uma educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela a sociedade tão pouco muda." Paulo Freire

quinta-feira, 21 de março de 2013

Centenário de Vinícius de Moraes

Em 2013 comemoramos o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes, poeta, compositor, jornalista e diplomata brasileiro. As homenagens ao poetinha são inúmeras e a escola não pode ficar fora dessa festa.

Sugiro o livro Arca de Noé.  "Arca de Noé" é também o título do primeiro poema desse livro. O conjunto é formado por 32 poemas, a maioria sobre bichos, e inclui os que constam dos discos Arca de Noé 1 e 2. Alguns foram musicados pelo próprio Vinicius de Moraes e se tornaram clássicos da MPB para crianças. (Um bom exemplo é o daquela casa "muito engraçada" que "não tinha teto/ não tinha nada".)

Todos são poemas feitos para ler, aprender de cor, cantar ou interpretar.

Objetivos:
  • Interagir com diversos tipos de  textos  de forma lúdica, dinâmica e reflexiva.
  • Refletir acerca da leitura e escrita  avançando assim nas suas hipóteses sobre o sistema alfabético.
  • Conhecer algumas   poesias infantis de Vinícius de Moraes.
  • Estimular a sensibilidade  e criatividade.
  • Ampliar o repertório de textos que se sabe de cor.
  • Despertar o gosto e o prazer pela leitura .

Sugestão de atividades:

* Leitura dos poemas;
* Escutar os poemas musicados;
* Registro gráfico dos poemas;
* Confecção de painel coletivo; 
* Criar lista com o nome dos animais que aparecem nos poemas;
* Escolher por meio de votação um animal para ser estudado pelo grupo;
*Cruzadinhas e caça palavras;
* Dominó de animais;
*Confecção de fantoches de palito ou com sacos pardos de papel;
* Modelagem com massinha;
* Criar coreografias para as musicas;
* Teatro

domingo, 24 de junho de 2012

Lembrancinha do Dia das mães

Quando chega o mês de maio, chega com ele a dúvida:"o que fazer de lembrancinha para as mães, que seja bonito e útil".
Esse ano segui a sugestão de uma amiga professora Jessica Carvalho.
Após realizar uma sequencia de atividades com a obra de Vicent Van Gogh, Os Girassóis, foi proposto aos alunos a criação de um porta chaves em tela de pintura.

Os alunos realizaram apreciação da obra, discussão sobre a importância do girassol na natureza, a beleza da flor.

Realizaram releitura da obra com pintura utilizando vários tons de amarelo.

Confeccionaram o girassol com copos descartáveis de água, pintandando e fixando em um copinho de descartável de café.

Escutaram a a música/ poesia de Vinicius de Moraes, aprenderam a letra e realizaram a ilustração em papel sulfite com lápis de cor e canetinha, em papel camurça com giz de cera e em papelão com guache.

Para finalizarmos a sequencia didática, os alunos pintaram uma tela pequena, fazendo o vaso e os cabinhos dos girassóis. Confeccionei com a ajuda dos ATE´s fuxicos amarelos que foram fixados a tela como girassóis.

Finalizei o trabalho colocando 3 ganchinhos de roscas em cada tela para ser colocadas as chaves da mamãe.





Ficaram lindo!!!
Porém o melhor foi ouvir na segunda-feira: "Prof minha mãe gostou tanto que colocou meu quadro na sala pra todo mundo ver que eu que fiz!"

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Jogos de percursos de mesa (trilha)

Gostaria de agradecer a todos os amigos que seguem esse blog, ou que visitam suas páginas.
Fiquei um bom período em "recesso", mas incentivada por uma grande amiga, estou de volta.

E para reiniciar nossas trocas de experiências, estou postando as fotos de três trilhas que confeccionei para meus alunos durante a semana que passou, lembrando que os jogos de trilha estimulam a atenção e observação, estimulam a cooperação e a competição positiva e ensinam os alunos a lidarem com frustações e ansiedade.

Essa é a trilha dos piratas, os piratas tem que sair do coqueiro e chegar até o baú dos tesouros, ganha o pirata que chegar primeiro. (Trilha confeccionada em feltro)


Trilha confeccionada em e.v.a., onde os alunos tem que levar a abelha até as flores.
Os peões são tampas de leite revestidas de e.v.a.




Trilha confeccionada no papel cartão, aqui os peões são carrinhos de e.v.a.
Essa trilha se diferencia das demais por obter alguns obstáculos, como o +1 (avance uma casa), +2 (avance duas casas) e a faixa de pedestre,  o carrinho que parar sobre ela  deve voltar duas casas.


É preciso que o professor observe seus alunos durante o jogo e auxilie nas possíveis dificuldades, em todas as mesas notei a mesma dificuldade: como passar por uma casa que já tem alguém?
Os alunos simplesmente ignoravam a casa na frente com o “peão” adversário, e se no seu dado estava marcado 03, eles acabavam pulando 04 casas, pois não contavam à casa que tinha um jogador. 
O professor é o grande incentivador do jogo, por isso deve ter constante observação dos alunos e inserir obstáculos somente quando as regras básicas já estiverem assimiladas.
.

domingo, 12 de setembro de 2010

O método não é tudo

Pensador espanhol relativiza importância dos métodos de ensino e ressalta que estes não podem ser desvinculados do contexto cultural do aprendiz. A família, diz ele, pode fazer a diferença

Com olhos voltados à questão do desenvolvimento cognitivo e suas relações com a educação, o pesquisador espanhol Mario Carretero, atualmente vinculado à Universidade Autônoma de Madri e à Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso, Buenos Aires), transita por várias áreas do conhecimento, da psicologia à história, passando pelas ciências naturais e sociais.



Pensador identificado com o construtivismo, autor de Construtivismo e educação (1996, com nova edição prevista para este ano pela Autêntica), e do recém-lançado Documentos de identidade - A construção da memória histórica em um mundo globalizado (Artmed), Carretero desconstrói, na entrevista concedida ao editor Rubem Barros, algumas críticas frágeis a práticas derivadas da teoria cognitiva que advoga. E, em contrapartida, alerta os docentes que professam o construtivismo para erros interpretativos recorrentes.

No Brasil, uma crítica recorrente à adoção de métodos derivados do construtivismo é a de que pouco se sabe sobre essa teoria da aprendizagem e de que ela é adotada com simplificações grosseiras. Isso é verdadeiro?

Conheço o Brasil e o que os professores estão fazendo, pois dei aulas durante três anos em diferentes cidades do país. Também fiz visitas a universidades e fui convidado para muitos congressos. É importante fazer uma distinção: uma coisa é falarmos da educação no Brasil no todo - e o Brasil é um país muito grande - e outra, diferente, é falarmos de uma certa quantidade de escolas, ou da aplicação de métodos em um determinado número de cidades, algo provavelmente mais relacionado a grupos de pesquisa ou de inovação. Estaríamos falando então de um número importante, mas não se pode dizer que isso represente o Brasil todo. Faço essa distinção porque nas discussões sobre o construtivismo, no Brasil e em outros países, essa diferença não é levada em conta. Uma coisa é falarmos de um aspecto do ensino, seja a leitura e a escrita, ou qualquer outro. Outra é falarmos de política educacional, que diz respeito a toda a população escolar. É o está refletido, por exemplo, nas avaliações internacionais, como o Pisa e outras, que dizem respeito aos resultados educacionais de toda a população estudantil de um país. Outra coisa é quando falamos de tendências, de algumas pesquisas. Nesses casos, não podemos falar do país todo, e sim de direções, do que achamos que é melhor ou pior para a educação, mas que não temos certeza de que seja realmente representativo de toda a população. Essa distinção é muito importante do ponto de vista teórico e empírico.

Feita a ressalva...

O termo construtivismo é muito genérico. Quando falamos de construtivismo, estamos fazendo uma consideração crítica sobre o construtivismo aplicado em sala de aula. Não podemos dizer apenas se está sendo bem ou mal aplicado, se é bom ou mau, isso não tem nenhuma utilidade. Temos de analisar com mais precisão. Do que falamos? De leitura e escrita nos primeiros anos? Do ensino da língua nos anos posteriores? Do ensino das ciências sociais ou da história? Da ciência? Uma parte muito importante do debate internacional em relação ao construtivismo, por exemplo, se deu na área do ensino de ciências nos anos que equivalem ao fundamental 2 no Brasil. As discussões internacionais sobre as aplicações do construtivismo hoje são muito grandes. Então, temos de diferenciar a questão do ensino de escrita e leitura nos primeiros anos e uma outra coisa, mais geral, que é a discussão sobre o construtivismo.

No Brasil, temos os radicais do método fônico e os radicais construtivistas. Há vida no meio termo?

A posição de que o conhecimento é construído não é algo sobre o que se tenham muitas dúvidas hoje no mundo. Podemos demonstrar, por índices quantitativos de influência de teorias no mundo acadêmico, que o construtivismo é um ponto de referência, uma grande influência em universidades como Harvard, Cambridge e outros lugares importantes em termos de pesquisa. Em geral, existe um consenso de que as crianças de 5, 6, 7 anos aprendem a relação entre fonema e grafema, por exemplo, de diferentes maneiras. Particularmente, estou numa posição intermediária entre as duas que você citou. Mas é uma questão ainda em discussão, não temos uma segurança total de que esse processo cognitivo é feito apenas de uma maneira.

Mas é uma construção cultural, e não um processo natural, não?

A leitura e a escrita, sem dúvida nenhuma, são processos muito artificiais, nenhuma cultura no planeta desenvolveu sozinha esta capacidade. São capacidades desenvolvidas apenas nas sociedades que têm escola. Outra coisa importante é o contexto em que esta capacidade é ensinada pela escola, e há aí uma distinção muito grande. As pesquisas, na maior parte das vezes, são realizadas em um contexto experimental, de laboratório, acompanhando os meninos individualmente, ou num contexto em que propõem modificações específicas em suas tarefas, analisando como conseguir melhores resultados mais rapidamente, por exemplo. Mas o que aparece nesse tipo de pesquisa não é a situação da escola, e sim algo que atende a essas especificidades. A escola sempre está em um determinado contexto social. Então, quando se faz uma crítica aos métodos construtivistas, muitas vezes são críticas às técnicas, às ações específicas para ensinar relações como fonema-grafema, ou entre letra e palavra, a forma escrita etc. Mas isso não é a única coisa que o construtivismo está operando. Ele opera também o respeito pela criança, a partir da ideia de que o docente tem de conhecer o desenvolvimento dela, tem de considerar como está processando o conhecimento. Ou seja, é preciso que se coloque uma situação social de diálogo com a criança. Isso é importantíssimo, pois as crianças que vivem num contexto de pobreza, em que os pais não têm livros ou material escrito, têm um ponto de partida completamente diferente daquelas de classe média, cujos pais leem livros e jornais. Pesquisas feitas mundo afora mostram que uma das variáveis mais importantes na aprendizagem de leitura e escrita são os pais.

Em função do ambiente cultural?

Independente do meio socioeconômico, o fato de os pais acompanharem as atividades de escrita e leitura dos filhos tem uma influência decisiva. Então, falar que um método ou outro é melhor em sala de aula, excluindo o contexto social e econômico, é completamente absurdo. Retomo o que dizia antes: não é possível fazer críticas ao construtivismo sem levar em conta as políticas educativas. Se uma população fracassa na aprendizagem de leitura e escrita, temos de levar em conta as condições sociais em que isso ocorre. É absurdo acreditar que o sucesso ou não desse processo depende somente de uma técnica ou método que está sendo aplicado em sala de aula. A maioria das avaliações internacionais mostra que os índices mais importantes que estão afetando os resultados da escola no mundo todo são os índices socioeconômicos e culturais, a participação das famílias nesse processo. Por exemplo, a renda per capita nos Estados Unidos é quase a mesma do Japão, mas as crianças japonesas têm um rendimento mais alto. Isso se deve ao fato de as famílias japonesas exercerem uma influência muito maior sobre elas, para o bem e para o mal.


Nos últimos 20 anos, a escola brasileira incorporou muitos alunos de famílias não letradas, com poucas condições de fazer esse acompanhamento. Como fazer dessas crianças pais participativos no futuro?

Há muitas experiências, na Europa, de sistemas educativos que tiveram uma melhora substantiva. Nos últimos 10 anos, os casos mais significativos, segundo o Pisa, são a Finlândia e a Polônia. Neste último caso, as conclusões são muito interessantes, pois a Polônia não tem um investimento no sistema educacional maior que o de outros países. O que fizeram foi desenvolver um conjunto de iniciativas destinadas à implicação das famílias no sistema educacional, e isso produziu um efeito bastante grande. Na questão do ensino de leitura e escrita, é importante que a criança, nas etapas iniciais desse processo, encontre sentido no que está sendo ensinado. Há uma pesquisadora com quem colaborei, Lauren Resnick, da Universidade de Pittsburgh, que em termos gerais pode ser considerada construtivista e que dirigiu de 1977 a 2008 o Learning Research and Development Center, e também foi diretora de um instituto de aplicação das teorias na realidade educativa. Ela faz uma associação interessante: diz que uma criança aprendendo a ler e a escrever é como um cofre do qual não se conhece a combinação. Nesse período, ela não entende que a junção de M + A e M + A, ou seja, eme, a, eme, a, dos sons dessas letras, vai resultar em MAMÁ (mamãe, em espanhol). Essa é uma chave que, segundo Resnick, a criança tem de encontrar a partir de uma combinação de regras, de instruções, que é muito artificial, não natural, e ela só terá a possibilidade de reconhecê-las, de usá-las, de as colocar em funcionamento, se isso vier acompanhado de um sentido.

A escola cria artificialidades para abordar o conhecimento. É possível fugir disso? Esse não seria um de seus grandes desafios?

Uma criança com um nível socioeconômico ruim, por exemplo, pode encontrar soluções para questões difíceis. Mas se esses problemas ou funções ou atividades tiverem um sentido em seu contexto. Concordo com algumas críticas ao construtivismo - e não tenho problema nenhum para falar disso, pois me considero um pesquisador

construtivista -, mas uma coisa é o construtivismo como pesquisa e outra é quando essa pesquisa é aplicada em sala de aula. Concordo com a crítica de que, nessa segunda circunstância, muitas vezes os professores não estão levando em conta a importância das rotinas, da repetição para que os meninos aprendam algumas coisas e possam utilizá-las de forma rápida e eficaz no âmbito do ensino da escrita e da leitura, por exemplo.

E na matemática?

Também na matemática. Diferencio a compreensão da aprendizagem. Muitas vezes, o professor acha que, se a criança já compreendeu uma determinada noção, isso é suficiente. E não é. Essa ideia tem de ser mudada. É importante também a prática organizada, rotineira, mecanizada. A compreensão não assegura realmente a aprendizagem. Esta precisa também de um nível de prática organizada, sequenciada, para assegurá-la. O que acontece é que essa prática não pode se basear apenas na rotina, em algo vazio. Uma criança de classe média consegue passar, com seus pais ou na escola, meia hora se dedicando a esse tipo de atividades, pois tem o costume de fazer esse tipo de coisa mais artificial. Isso tem uma função para ela, um sentido futuro. Ela sabe que os pais vão valorizar os resultados, a avaliação que obtiver. Mas aquelas que estão em outra situação econômica, que não têm esse estímulo cultural, têm problemas para cumprir essa rotina, pois não significa coisa alguma para ela naquele momento e nem mesmo mais tarde. Muitas vezes, essas discussões entre os resultados de um e outro método não são tão relevantes. O mais importante é que haja um maior investimento no sistema educacional para que se consiga uma implicação maior das famílias nessas atividades iniciais de leitura e escrita.


Fonte: REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 160

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Projeto: Significado do meu nome

» Sugestão da KHouse Modelo PUC-Rio


Justificativa: O nosso nome é a nossa primeira identificação é também através dele que adquirimos a noção de identidade. Com ele nos diferenciamos das demais pessoas e percebemos, num primeiro momento, que somos um ser diferente dos outros ao nosso redor. Alguns acreditam que o nome tem uma influencia muito forte na personalidade das pessoas, por esse motivo escolhem nomes através do seu significado, outros homenageiam pessoas dando o mesmo nome aos seus filhos.Muitas vezes ao analisar o significado do nome pode-se entender melhor a sua origem da sua família. Pois através desta busca podemos descobrir em que país ele se originou, sua história e derivações.



Objetivos:
Valorizar as diferenças de cada individuo.
Despertar o interesse dos alunos sobre as suas origens.



Metodologia:
Refletir sobre a importância do nome e as diferenças que há em cada ser humano.
Perceber a diversidade de nomes que existem.
Realizar trabalhos em grupo com as diferentes atividades que serão desenvolvidas.
Pesquisar sobre as suas origens.



Sugestões de Atividades:
-Pesquisar e debater sobre a importância do nome, suas diferenças, semelhanças e especificidades entre os seres humanos.Sugestão: Verificar a diversidade de nomes que existem na turma. Os alunos deverão perguntar aos seus pais como foi feita a escolha do nome e a origem do sobrenome de sua família. Uma boa opção é realizar entrevistas ou conversas informais;
-Montar uma árvore genealógica de cada aluno, para não ficar muito extensa, sugere-se que se comece com os nomes dos avós. Sugestão: Desenhar uma árvore no Paint e em seguida, insere-se no Word, colocando os nomes dos avós nas raízes, dos pais e tios no tronco, e dos filhos, no caso, os alunos, nas folhas, junto com os primos.
-Analisar as fotos antigas e atuais da criança.
-Realizar a partir do próprio nome um acróstico.
-Construir um texto no Word com ilustração. Sugestão: Os alunos devem buscar na Internet o significado dos seus nomes e em seguida, irão "colar" a informação no Word. Este texto terá o seguinte título: "(nome do aluno) significa...". Depois de escolher a fonte do título, os alunos irão desenhar no Paint o significado dos seus nomes.



Produção Final:
Construir uma apresentação no Power Point.Sugestão: Essa apresentação pode conter até 3 telas. Primeiro passo: os alunos terão que desenhar um auto-retrato no Paint. Segundo passo: no programa Power Point os alunos deverão criar uma tela modelo com plano de fundo e título, sendo este o nome da criança. Inserir na primeira tela um texto, sendo uma breve apresentação; na segunda tela inserir o desenho do significado do seu nome e por último inserir na terceira tela o auto-retrato. Uma boa opção é animar as telas.



O que pode ser trabalhado com este projeto?
Língua Portuguesa -> produção de texto
Estudos Sociais e Ciências -> conhecimento da origem e evolução do ser humano.



fonte:http://www.khouse.fplf.org.br/

Bullying: A brincadeira que não tem graça‏

Todos os dias, alunos no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de “brincadeira”. Estudos recentes revelam que esse comportamento, que até à bem pouco tempo era considerado inofensivo, pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda na auto-estima até em casos extremos, o suicídio e outras tragédias.
Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas” ou foi vitima delas: intimidar, apelidar, humilhar, isolar, ofender, amedrontar, perseguir e bater. Mas esse comportamento, considerado normal por muitos pais, alunos e até professores, está longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes que recebe até um nome especial: Bullying

Trata-se de um termo em inglês utilizado para definir maus-tratos não só entre alunos nas escolas, podendo ocorrer também entre irmãos, colegas de trabalho, ou seja, entre pares, pessoas com o mesmo nível de poder.

O Bullying no ambiente escolar caracteriza-se por atitudes agressivas (físicas ou verbais), intencionais e repetidas praticadas por um ou mais alunos contra outro, não se trata de brincadeiras ou desentendimentos eventuais, pois os estudantes que são alvos de bullying sofrem esse tipo de agressão sistematicamente.

Durante o processo, são envolvidos três tipos de pessoas, o agressor, a vítima e as testemunhas.

O agressor é o que aplica os atos de bullying sobre os outros, suas atitudes são agredir, ameaçar, amedrontar, apelidar, bater,… São indivíduos com pouca empatia, que gostam de se ver cercados, admirados e temidos por outros alunos e assumem posições de liderança negativa.

A vítima é o que sofre o bullying, seus atos são o de não ter vontade de ir a escola, mudar freqüentemente de trajeto, chegar machucado sem explicação, pedir para trocar de escola, parecer angustiado e deprimido, voltar do colégio com roupas e livros rasgados,… Eles têm baixa auto-estima agravada pela indiferença dos adultos quanto ao seu sofrimento, não se integram ao grupo, abandonam os estudos, são passivos e quietos, pouco sociáveis e inseguros.

As testemunhas são todos que convivem em um ambiente de intimidação, ansiedade e medo gerado pelo bullying, constitui a maioria dos alunos, calam-se em função do medo de se tornarem a “próxima vítima”, sentem-se incomodados com o que vêem, inseguros sobre o que fazer e podem ter sua capacidade de desenvolvimento escolar prejudicada.

Entre 2002 e 2003, a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (ABRAPIA) realizou um projeto, com o patrocínio da Petrobrás, cujos objetivos eram criar referências para os alunos que precisam de apoio e proteção (agressores e vítimas) e para que denunciem as violências sofridas ou testemunhadas, monitorar, avaliar e analisar a evolução do problema nas escolas, criar um programa modelar no combate ao bullying, incentivar o protagonismo juvenil, fortalecer e organizar ações já existentes nas escolas, reduzir o bullying nas escolas selecionadas, ensinar e debater com professores, pais e alunos formas de combater o bullying e evitar que essas situações aconteçam, com a intenção de criar uma cultura de paz nas escolas.

A pesquisa da ABRAPIA, que foi realizada com alunos de 11 escolas do Ensino Fundamental do Rio de Janeiro (nove públicas e duas particulares), entrevistou 7757 alunos de 5ª a 8ª séries, com idades entre 10 e 20 anos. Apresenta dados como o número de crianças e adolescentes que já foram vítimas de alguma modalidade de bullying.

Na primeira etapa da pesquisa, 41% dos alunos disseram ter sofrido ou cometido alguma forma de agressão física ou verbal. Na segunda, houve uma queda de 6%, e diminuiu em 35% o número de casos ocorridos dentro de sala de aula.

O bullying pode ocorrer no recreio, nos corredores do colégio, sala de aula (lugar com maior número de ocorrências), quadras e banheiros. Sendo que foi constado que 60% das agressões aconteceram num espaço em que existe uma autoridade presente e ainda foram descobertos casos de professores que reforçavam a violência dando apelido aos seus alunos.

O papel da escola é o de adotar medidas que envolvam toda comunidade escolar, contribuindo positivamente para a formação de uma cultura de não-violência. O professor pode trabalhar a questão da moral e do respeito com os alunos.

No caso dos pais que tem um filho passando por esse problema precisa mostrar-se disponível para ouvi-lo. Nunca deve aconselhá-lo a revidar a agressão; mas, sim, esclarecer que ele não é culpado pelo que está acontecendo. Também é fundamental entrar em contato com a escola.

O bullying deixa marcas tanto na pessoa que o sofre como em quem o pratica, incluindo efeitos na vida adulta que podem abalar a vida afetiva e profissional.

Segundo Aramis, coordenador do primeiro estudo feito no Brasil a respeito desse assunto, a única maneira de combater esse tipo de prática é a cooperação por parte de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais.

Os psicólogos, psicopedagogos e educadores em geral, têm como missão modificar essas atitudes, informar os pais e responsáveis, que muitas vezes não têm estudo e nem se prepararam para isso.



*fonte: Pra gente miúda

Jogos

O Pulo do Sapo

Marcar no pátio as linhas de partida e chegada. Ao sinal dado, os participantes, em posição de sapo (de cócoras), devem sair pulando até a linha de chegada. Vence aquele que chegar primeiro.

Imitando Tartaruga

Escolhem-se quatro jogadores para serem os pegadores. Os jogadores, para evitar serem apanhados, deitam-se de costas no chão, com os braços e pernas para cima imitando uma tartaruga. Quando estiverem na posição da tartaruga, não poderão ser apanhados. Termina a brincadeira quando todas as crianças forem pegas.

Corrida ao Contrário

Traçam-se duas linhas a uma distância de 10m (sendo uma o ponto de chegada e a outra o de partida). Ao sinal dado, todos os participantes estarão de costas e iniciarão uma corrida. O participante que chegar primeiro deverá voltar correndo de frente até o ponto de partida. Quem chegar primeiro será o vencedor.

Corrida do Cachorrinho

Marcar um ponto de partida e outro de chegada. Os participantes devem imitar a posição de cachorro, alinhando-se na partida. Ao sinal, saem depressa em direção à linha de chegada. Quem chegar primeiro será o vencedor.

Corrida de Dois
As crianças dão as mãos e não podem se soltar. E assim correm, pulando até a linha de chegada. Vencem os dois que primeiro atingirem a linha de chegada.

O Caçador Esperto

Riscam-se dois círculos para colocar os animais: as raposas e os coelhos( dois times com número igual de participantes). No centro, entre os dois círculos, risca-se também um triângulo, onde ficará o caçador. Os animais dos dois times chegam bem perto do caçador. Os que forem pegos pelo caçador passam a ser caçadores nas próximas jogadas, devendo ficar junto ao caçador, dentro do triângulo. A brincadeira continua e no final o time que tiver mais participantes será o vencedor.

Atenção, Olha o Caçador!
As crianças serão separadas em grupos de diferentes animais. Deve haver vários de cada classe, por exemplo: ursos, macacos, coelhos, etc. Desenhar dois círculos em cantos opostos. Uma das crianças será o caçador, ficando entre os dois círculos; o resto dos animais, em outro círculo. O caçador chama o nome de um dos animais e todos os que representam esse animal deverão correr pelo lado oposto. O caçador os perseguirá e, se conseguir, pegar alguém antes que chegue ao círculo, este trocará de lugar com o caçador.

Pique com Bola

Formar um círculo com todas as crianças, com espaço entre elas. Uma será escolhida para ficar no meio do círculo com uma bola. Dado o sinal, a criança jogará a bola para qualquer colega e em seguida sairá do seu lugar. Este toma a bola, corre para o centro do círculo e continua a brincadeira.

Balões voadores

As crianças estarão uma ao lado da outra sobre uma linha marcada no chão. Cada uma receberá um balão de borracha, enchendo-o de ar o máximo possível, segurando com o dedo para não esvaziar. Quando o professor gritar, as crianças devem soltar os balões que voarão e girarão de diversas formas. Será vencedor o dono do balão que cair o mais longe da linha marcada.

Voa, não voa...
As crianças estarão assentadas em círculo. O professor falará o nome de uma ave, e as crianças deverão mover os braços e as mãos como se estivessem voando. Quando o professor falar o nome de algo que não voa, as crianças deverão ficar com os braços e mãos imobilizados. Quem errar sai da brincadeira ou pa

ga uma prenda. Ex: " Borboleta voa?( Todos imitarão o vôo.)Jacaré voa?(Todos deverão ficar imóveis). O professor deverá usar sua habilidade para enganar as crianças.

* fonte: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/brincadeiras2.htm

Jogos Cooperativos

O conceito de jogos cooperativos tem como elementos primordiais a cooperação, a aceitação, o envolvimento e a diversão. Nos jogos cooperativos o confronto é eliminado e joga-se uns COM os outros, ao invés de uns CONTRA outros. A comunicação e a criatividade são estimuladas. Nos jogos cooperativos existe cooperação, que significa agir em conjunto para superar um desafio ou alcançar uma meta, enquanto que nos jogos competitivos cada pessoa ou time tenta atingir um objetivo melhor do que o outro. Exemplo: marcar gols, cumprir um percurso em menor tempo, etc.

Sugestão de Jogo Cooperativo:

Tema: Troque as Peças

Principal Objetivo: Aumentar a interação entre as crianças.
Além do processo cognitivo, a troca de peças entre as crianças na montagem do quebra- cabeça envolve-as em atividade cooperativa. Nesse jogo elas descobrem que "abrir mão" de algumas coisas é o único modo de continuar a brincadeira.

Faixa – Etária: A partir de 4 anos.

Material Necessário:
• Papel Sulfite A4 com desenhos para colorir
• Tesoura
• Lápis Preto
• Régua
• Lápis de Cor ou Giz de Cêra
• Folhas de Papel Almaço

• Preparação dos desenhos:
Os desenhos são distribuídos um para cada criança. Devem ter o mesmo tipo de papel, formato e tamanho. Procure separar por temas como: animais, frutas, esportes ou profissões, e prepare diferentes desenhos sobre cada assunto.
• Divisão em grupos:
Divida a classe em grupos iguais e distribua os desenhos, oferecendo um tema para cada grupo. Peça para os alunos colorirem as figuras.
• Formando o Quebra - Cabeça:
Terminada a pintura, reúna os desenhos de cada grupo em pilhas separadas. Sobreponha os cinco do mesmo tema, já coloridos, e recorte a pilha de papéis de uma vez para que tenham cortes idênticos. Uma tesoura e régua para dividir a pilha de folhas em seis pedaços, por exemplo.
• A Hora das Trocas:
A seguir, misture as peças recortadas de cada grupo e coloque seis delas dentro de uma folha dupla de papel almaço, entregando a cada criança um conjunto. O aluno, tentará, então, montar um desenho inteiro sobre a folha de almaço, protegendo-o da visão dos colegas. Ele logo vai perceber que tem figuras misturadas. Assim, a criança que tiver duas peças de um mesmo objeto deverá conservá-las em seu poder e oferecer a outro jogador uma peça que não lhe sirva, para trocá-la por uma do desenho que pretende completar.Se o colega tiver a peça desejada, a troca é feita e a criança que acertou continua pedindo peças às outras. Se errar, passa a vez para o colega que não tinha a peça pedida, e assim sucessivamente, até que as imagens se completem. Será vencedor o grupo que conseguir montar primeiro seus cinco quebra- cabeças.Durante o jogo os alunos desenvolvem artimanhas de negociação, aprendem o valor das trocas e do trabalho em conjunto.
Dicas:
• No caso de duas crianças desejarem completar o mesmo desenho, o professor deve aguardar que o impasse seja resolvido entre elas, só interferindo se realmente for necessário.
• O jogo também pode ser feito sem ocultação, com todos interferindo na troca das peças.

* fonte: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/cooperativos.htm

domingo, 12 de abril de 2009

A Criança e a Dança

Não temos dúvida que o trabalho realizado em creches e escolas de educação infantil é primordial para o desenvolvimento integral da criança. O papel do professor/educador é o de oportunizar situações desafiadoras que permitam às crianças encontrarem respostas para suas indagações, tornando-se pessoas autônomas, independentes e críticas.

A dança, neste contexto, tem a função pedagógica de traduzir, na criação de movimentos criativos, a livre expressão da criança que evolui gradativamente em relação ao domínio de seu corpo ao mesmo tempo em que desenvolve suas possibilidades de movimentação, descoberta de espaços, formas, superando suas limitações e dando condições para enfrentar novos desafios.

Segundo os PCNs, a dança é uma forma de integração e expressão tanto individual quanto coletiva, em que o aluno exercita a atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade.


Segue links com textos informativos para aprofundarem essa reflexão.


Dança Educativa (http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=025)
A importancia da educação continuada do professor (http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao/outubro02/aprendiz.htm)


Movimento e Expressividade

Não há dúvida que as crianças pequenas adoram se movimentar. Elas vivem e demonstram seus estados afetivos com o corpo inteiro: se estão alegres, pulam, correm e brincam ruidosamente. Se estão tímidas ou tristes, encolhem-se e sua expressão corporal é reveladora do que sentem. Concordo que a criança utiliza seus gestos e movimentos para apoiar seu pensamento, como se este se projetasse em suas posturas. O movimento é uma linguagem, que comunica estados, sensações, idéias: o corpo fala. Assim, é importante que na Educação Infantil o educador possa organizar situações e atividades em que as crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo.

Objetivos
- Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo
- Comunicar, através do movimento, emoções e estados afetivos

Conteúdos
Expressividade / Dança

Ano
2 a 6 anos

Tempo estimado
20 a 30 minutos

Material necessário
Pedaços de tecido leve (quadrados de 50x50 cm)
Aparelho de som

Espaço
Uma sala grande. Se não houver um espaço sem móveis, prepare a sala antes, afastando mesas e cadeiras, privilegiando o espaço central. A música é muito importante e a cada momento da atividade vamos apresentar uma sugestão.

Desenvolvimento da atividade
As crianças e você também - devem estar descalças e usando roupas confortáveis!

1 Comece reunindo as crianças. A música pode ser alegre, como A Canoa Virou (Palavra Cantada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão numa grande roda, com as pernas estendidas, proponha que brinquem de massa de pés: todos devem chegar para a frente arrastando o bumbum até que os pés de todos se toquem. Os pés se agitam se acariciam, ora mais lentamente, ora mais rapidamente. Você pode enriquecer a brincadeira, sugerindo:
- O meio da roda é uma piscina!
- O meio da roda é uma grande gelatina!
- O meio da roda é um tapete de grama!

2 Peça que todos se deitem no chão. Coloque uma música no aparelho de som. É importante que seja uma música alegre, que estimule as crianças a se movimentar, porém sem excitá-las demais. Sugestão: Loro (Egberto Gismonti, CD Circense).
Não se esqueça que, para as crianças pequenas, o entorno simbólico é muito importante para a atividade. Diga a eles que a sala vai se transformar numa grande floresta e todos serão habitantes dela...

Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos, vão acordar.

Primeiro todos serão aranhas, que andarão com o apoio dos pés e das mãos no chão...
Depois se transformarão em minhocas, arrastando-se pelo chão com a lateral do corpo...
Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com o apoio da barriga...

Tatus-bola, que com um movimento de abrir e fechar sua casca percorrerão a floresta...
Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo chão...

Coelhos que andam pelo espaço com pulos pequenos e cangurus que percorrem a floresta com pulos grandes e largos...

Passarinhos que batem suas asas bem pequeninas e águias que voam lá do alto com suas asas enormes e bem abertas...

3 Distribua para as crianças os pedaços de tecido coloridos, um para cada um. É importante que eles sejam leves e que produzam movimento ao serem agitados pelas crianças. Deixe que elas explorem a sala manipulando os pedaços de tecido. Sugira que as crianças pintem a sala com os tecidos, como se fossem pincéis. A sala toda tem que ficar pintada o chão, as paredes, o teto. Diga às crianças que nenhum pedaço da sala pode ficar sem pintar. Sugestão de música: Peixinhos do Mar (Milton Nascimento, CD Sentinela).

4 Sempre ao som de uma música (por exemplo Fome Come, da Palavra Cantada, CD Canções de Brincar), sugira uma brincadeira que as crianças adoram: peça que joguem os tecidos para cima e a os peguem, a cada vez, com uma parte diferente do corpo:
- com a cabeça
- com a barriga
- com o braço
- com o cotovelo
- com os pés
- com as costas
- com o bumbum
- com as palmas das mãos etc.

5 Para terminar, um gostoso relaxamento. Sugestão de música: Palhaço (Egberto Gismonti, CD Circense).

Organize as crianças em duplas e ofereça a elas uma bolinha de algodão ou mesmo um rolinho de pintura, como os usados nas atividades de Artes Visuais.
Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve acariciar seu rosto e partes do seu corpo com o algodão ou o rolinho. Isso deve ser feito com suavidade e cuidado, e possibilita uma interação muito especial das crianças, que, assim, cuidam umas das outras após uma atividade movimentada.

Avaliação
O recém-publicado documento Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas para a Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo observa que a avaliação que mais deve interessar o professor não é aquela que compara diferentes crianças, mas a que compara uma criança com ela mesma, dentro de certo período de tempo. Assim, o professor tem na observação o melhor instrumento para avaliar a aprendizagem dos pequenos: eles participaram da atividade? Em qual momento se envolveram mais? O que foi mais desafiador para cada criança? E para o grupo? Essas e outras perguntas ajudam inclusive o professor a planejar as próximas atividades, mantendo ou modificando suas propostas dentro do campo de experiências do Movimento para as crianças.

Quer saber mais?

Bibliografia
Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Toques Sutis, de Suzana Delmanto, Editora Summus
Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil, Henri Wallon, Ed. Vozes

Paula Z
Formadora do Instituto Avisalá e mestranda em Educação pela Universidade de São Paulo (USP)

domingo, 5 de abril de 2009

"QUE DIFERENÇA TÊM?"


(André de Souza)
Que diferença têm o meu cabelo e o seu?
Que diferença têm seu tom de pele e o meu?
Na verdade tudo é diferente - e é normal-,
Nunca um ser humano vai achar outro igual.
Diferenças são riquezas e valem mais.
Não há por que querer que só existam os iguais.
A ciência já mostrou que está na diversidade
A chave da sobrevivência da humanidade.
Que bom que você é diferente de mim!
Em nenhum lugar vou encontrar outro assim.
E é muito legal saber que somos, no final,
Semelhantes e diferentes, como açúcar e sal.
(...)
In: Pedagogia de projetos interdisciplinares. Tânia Dias Queiroz.
São Paulo, Rideel, 2001.

domingo, 29 de março de 2009

A Música no contexto da Educação Infantil


“A música no contexto da educação infantil vem, ao longo de sua história, atendendo a vários objetivos, alguns dos quais alheios às questões próprias dessa linguagem. Tem sido, em muitos casos, suporte para atender a vários propósitos, como a formação de hábitos, atitudes e comportamentos: lavar as mãos antes do lanche, escovar os dentes, respeitar o farol etc; a realização de comemorações relativas ao calendário de eventos do ano letivo simbolizados no dia da árvore, dia do soldado, dia das mães etc.; a memorização de conteúdos relativos a números, letras do alfabeto, cores etc., traduzidos em canções. Essas canções costumam ser acompanhadas por gestos corporais, imitados pelas crianças de forma mecânica e estereotipada...

Ainda que esses procedimentos venham sendo repensados, muitas instituições encontram dificuldades para integrar a linguagem musical ao contexto educacional.

Constata-se uma defasagem entre o trabalho realizado na área de Música e nas demais áreas do conhecimento, evidenciada pela realização de ativ

idades de reprodução e imitação em detrimento de atividades voltadas à criação e à elaboração musical. Nesses contextos, a música é tratada como se fosse um produto pronto, que se aprende a reproduzir, e não uma linguagem cujo conhecimento se constrói.”

RCNEI – Volume 3 – página 45 e 47


A música é uma linguagem presente no cotidiano de modo intenso. Chega-nos, seja através do rádio, da TV, em gravações ou por meio de brincadeiras e manifestações espontâneas.

As crianças tomam conhecimento dessas músicas pela intervenção do professor ou familiares, nas situações de convívio social.

Na escola, a linguagem musical, tendo estrutura e características próprias, deve ser explorada quanto a sua: PRODUÇÃO, APRECIAÇÃO E REFLEXÃO, que, segundo os RCNEI:

produção — centrada na experimentação e na imitação, tendo como produtos musicais a interpretação, a improvisação e a composição;

apreciação — percepção tanto dos sons e silêncios quanto das estruturas e organizações musicais, buscando desenvolver, por meio do prazer da escuta, a capacidade de observação, análise e reconhecimento;

reflexão — sobre questões referentes à organização, criação, produtos e produtores musicais.


Seguindo esta linha de raciocínio e considerando o aspecto interdisciplinar do trabalho musical com os outros eixos - já que a música mantém contato estreito e direto com as demais linguagens (movimento, expressão cênica, artes visuais, oral, escrita, etc) - penso ser viável a realização de projetos integrados em todas as turmas de crianças de 0 a 5 anos.

Você acredita, assim como eu, que a música seja um meio de comunicação e expressão acessível aos bebês e crianças, inclusive aquelas que apresentem necessidades especiais, ajudando-as no desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da auto-estima e auto-conhecimento, além de ser poderoso meio de integração social?


Quer discutir??? Aguardo comentários...



Ps. Segue abaixo postagens com planos de aula, onde os eixos de trabalhos são articulados por intermédio da música. Apenas escrevi o plano de aula: Vitamina, os demais são de colegas.



1- MÚSICA: BONECA DE LATA

Responsáveis: Fabíola de Camillo e Lucy dos Anjos


Obs:O tema escolhido será explorado por uma semana.
AUTOR: Desconhecido

DISPONÍVEL NO CD: Baby Hits - nº 1.

2- LETRA DA MÚSICA:
MINHA BONECA DE LATA
BATEU A CABEÇA NO CHÃO
LEVOU MAIS DE UMA HORA
PRA FAZER A ARRUMAÇÃO
DESAMASSA AQUI
PRA FICAR BOA
MINHA BONECA DE LATA
BATEU A NARIZ NO CHÃO
LEVOU UMAS DUAS HORAS
PRA FAZER A ARRUMAÇÃO
DESAMASSA AQUI
DESAMASSA ALÍ
PRA FICAR BOA
MINHA BONECA DE LATA
BATEU A BARRIGA NO CHÃO
LEVOU UMAS TRÊS HORAS
PRA FAZER A ARRUMAÇÃO
DESAMASSA AQUI
DESAMASSA ALÍ
PRA FICAR BOA
MINHA BONECA DE LATA
BATEU O BUMBUM NO CHÃO
LEVOU UMAS QUATRO HORAS
PRA FAZER A ARRUMAÇÃO
DESAMASSA AQUI
DESAMASSA ALÍ
PRA FICAR BOA
MINHA BONECA DE LATA
BATEU A JOELHO NO CHÃO
LEVOU UMAS CINCO HORAS
PRA FAZER A ARRUMAÇÃO
DESAMASSA AQUI
DESAMASSA ALÍ
PRA FICAR BOA
MINHA BONECA DE LATA
BATEU O PÉ NO CHÃO
LEVOU UMAS SEIS HORAS
PRA FAZER A ARRUMAÇÃO
DESAMASSA AQUI
DESAMASSA ALÍ
PRA FICAR BOA

3-ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS:

Matemática:
Título da aula: Baixos e altos; Gordos e magros.
Objetivos: Construir a imagem do próprio corpo e trabalhar a auto-estima; Desfazer preconceitos, trabalhando as diferenças.
Desenvolvimento: Organizar as crianças em uma roda de conversa, chamando-as uma a uma, pesá-las e medir a sua altura. Registrar em cartaz e depois conversar sobre as diferenças físicas.
Material: balança e tabela métrica (geralmente nas UMEs existem aquela girafinha!).Caso,não, utilize uma fita métrica.
Duração: 60 minutos.

Linguagem oral e escrita:
Título da aula: Jogo das expressões.
Objetivos: Nomear os sentimentos e conversar sobre suas possíveis causas; desenvolvendo aspectos sociais, afetivos e cognitivos. Identificação das características do corpo humano.
Desenvolvimento: Desenhar junto com os alunos numa cartolina várias carinhas com expressões faciais que demonstrem os sentimentos de alegria, tristeza, raiva, medo, susto e etc. deixando algumas em branco para nomear um sentimento que apareça no decorrer da brincadeira. Conversar sobre quais sentimentos a Boneca de lata sentiu. Após, registrar em cartaz as partes do corpo humano que serão faladas pelas crianças.
Material: Cartolina e pincéis anatômicos.
Duração: 60 minutos.

Natureza e Sociedade:
Título da aula: Fantoches de todas as raças.
* Para a realização dessa atividade é necessário à ajuda de adultos (os pais ou responsáveis), que deverá ser pedida como tarefa de casa no final de semana anterior.
Objetivos: Trabalhar as etnias e envolver os pais e a comunidade a escola.
Desenvolvimento: Pedir que os adultos confeccionem em casa um fantoche de meia. O Educador determinará se deverá ser negro, índio, branco ou oriental.
Na sala de aula já com os fantoches as crianças irão fazer apresentação e dramatizações de seus fantoches aos colegas.
Material: 1 meia, botões, tecidos variados e etc.
Duração: 60 minutos.

Movimento:
Título da aula: Caminhada dos bonequinhos.
Objetivos: Interagir de maneira lúdica com o educador e colega respeitando regras e o limite de cada um.
Desenvolvimento: Todos deverão dar as mãos sem fechar as pontas. Terão que andar juntos, alternando depois de um determinado tempo para que todos tenham a oportunidade de puxar o grupo. Passando o primeiro a ser o último alternadamente. Cantando, brincando e dançando com a música Boneca de Lata durante o percurso, ressaltando as partes do corpo.
material: ----
Duração: 30 minutos.
Identidade e autonomia:
Título da aula:
Cuidado com a Boneca!
Objetivos: Interagir ludicamente a fim de identificar o corpo humano como um todo e tratar a sexualidade de forma natural; respeito às diferenças individuais, favorecendo o bom relacionamento entre o grupo.
Desenvolvimento: Brincar de casinha, papai e mamãe, vovó e vovô. Após, leitura de um texto que trate das diferenças entre meninos e meninas e roda de conversa sobre as diferenças individuais das pessoas. (texto: “Que diferença têm?”)
Material: Bonecas e bonecos, roupinhas, mamadeiras, chupetas, banheira, tábua e ferro de passar roupa etc.
Duração: 60 minutos.


Música:
Titulo da aula: Uma banda de música.
Objetivos:Experimentar a produção de sons, desenvolver o ritmo e a musicalidade.
Desenvolvimento: Ao som do CD da música Boneca de Lata, fazer o acompanhamento com os instrumentos musicais. Depois deixar que os grupos com os mesmos instrumentos possam se apresentar sozinhos e demonstrar a sua criatividade.
Material: Instrumentos musicais.
Duração: 60 minutos.


Artes Visuais:
Título da aula: Dobradura da Boneca de lata.
Objetivos: Ampliar o repertório artístico e cultural com a observação e criação de trabalhos manuais.
Desenvolvimento: O educador deverá desenhar e recortar em folha de papel pardo bonequinhas grandes. Cinco em cada folha para que possa separar a sala e melhor auxiliar aos alunos (uma boneca para cada aluno). Eles irão desenhar e decorá-las como quiserem e depois todas serão coladas de mãos dadas.
Material: Folha de papel pardo e canetinhas hidrográficas.
Duração: 60 minutos.

Avaliação:
Por meio de registros contínuos, observando o desenvolvimento das crianças individualmente e em grupo, anotando as suas descobertas, relações, manifestações, dificuldades e suas expressões, fazendo as intervenções sempre que necessário.

MÚSICA : Bicharia

MÚLTIPLAS LINGUAGENS
RESPONSÁVEIS: Carla Gasparin e Fabiana Aparecida Ribeiro Cordeiro.
AUTORES: Enriquez - Bardotti- Chico Buarque/1977
DISPONÍVEL NO CD: Os saltimbancos

LETRA:

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
O animal é tão bacana
Mas também não é nenhum banana.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
Quando a porca torce o rabo
Pode ser o diabo
E ora vejam só.
Au, au, au. Cocorocó.

Era uma vez
(E é ainda)
certo país
(E é ainda)
Onde os animais
Eram tratados como bestas
(São ainda, são ainda)
Tinha um barão
(Tem ainda)
Espertalhão
(Tem ainda)
Nunca trabalhava
E então achava a vida linda
(E acha ainda, e acha ainda)

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
O animal é paciente
Mas também não é nenhum demente.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
Quando o homem exagera
Bicho vira fera
E ora vejam só.
Au, au, au. Cocorocó.

Puxa, jumento
(Só puxava)
Choca galinha
(Só chocava)
Rápido, cachorro
Guarda a casa, corre e volta
(Só corria, só voltava).
Mas chega um dia
(Chega um dia)
Que o bicho chia
(Bicho chia)
Bota pra quebrar
E eu quero ver quem paga o pato
Pois vai ser um saco de gatos

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.

TÍTULO DA AULA: ""O Mundo da Bicharada"
OBJETIVO GERAL:
- Proporcionar o desenvolvimento integral da criança por meio de atividades lúdicas trabalhando as múltiplas linguagens de forma integrada.
FAIXA ETÁRIA: 4 anos.
EIXOS: Matemática e Natureza e Sociedade
OBJETIVOS:
- Estabelecer aproximações a noções matemáticas, tais como: contar, relacionar quantidade e numeral, memorizar;
- Conhecer características e costumes dos animais;
- Realizar agrupamentos por características predominantes.
DESENVOLVIMENTO:
Trabalhar com os alunos diversas atividades, tais como:
1) Jogo da Memória com figuras de animais e filhotes a ser desenvolvido em grupos de até 5 alunos.
2) Dominó de quantidade (animais) e numerais a ser desenvolvido em grupos de até 4 alunos.
3) Representação do número de animais observado no álbum seriado por meio de palmas.
4) Pesquisa quantitativa de animais que vivem na terra, água e ar a ser desenvolvida em grupos de até 5 alunos, sendo que cada grupo ficará responsável por uma quantidade e um habitat dos animais a ser pesquisado em revistas. Para tal, a professora conversará previamente com os alunos sobre as diferenças de cada grupo de animais.
MATERIAL:
- Jogo da Memória de animais;
- dominó de quantidades (animais) e numerais;
- álbum seriado com figuras de animais em quantidades variadas;
- revistas;
- cola;
- tesoura;
- cartolina.
DURAÇÃO: 4 dias.
AVALIAÇÃO: Observar o interesse, atenção, concentração, entendimento, ordem, relacionamento com os colegas e limpeza nas atividades propostas.
EIXOS: Linguagem Oral e Escrita e Artes Visuais
OBJETIVOS:
- Interessar-se pela leitura e escuta de histórias;
- Familiarizar-se com a escrita através do contato com livros;
- Participar de situações de comunicação oral visando interagir e expressar seus desejos, necessidades e sentimentos por meio da linguagem oral e artística;
- Manipular diferentes materiais explorando suas características e entrando em contato com formas diversas de expressão artística.
DESENVOLVIMENTO:
1) Hora da História: Proporcionar a leitura de livros de histórias infantis com animais diversos e a apreciação dos mesmos, pedindo às crianças que nomeiem as figuras e reproduzam a história com ajuda da professora.
2) Teatro de Fantaches: após assistir a uma apresentação sobre "Preservação do Meio Ambiente" com diversos animais, os alunos serão estimulados a contar a história aos colegas (em duplas).
3) Dobradura: realizar com as crianças diversas dobraduras formando animais; como, galinha, cachorro e gato.
4) Impressão das Mãos: fazer a impressão das mãos de cada aluno formando uma galinha.
5) Desenho Livre: os alunos serão convidados a desenhar animais.
MATERIAL:
- Livros de história infantil com animais; por exemplo, Selva, Oceano e À Noite na Floresta de Maurice Pledger, Ed. Ciranda Cultural;
- bonecos de fantoche;
- papel espelho para as dobraduras;
- papel sulfite;
- cola;
- tinta;
- lápis de cor;
- canetinha.
DURAÇÃO: 4 dias
AVALIAÇÃO: Observar o interesse, atenção, concentração, entendimento, ordem, relacionamento com os colegas/professora e limpeza nas atividades propostas.
EIXOS: Música e Movimento
OBJETIVOS:
- Brincar com a música, imitar, inventar, reproduzir canções e gestos desenvolvendo sua expressão corporal;
- Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao imitar os animais, ao engatinhar, correr, pular, etc. desenvolvendo atitude de confiança em sua capacidade motora;
- Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras.
DESENVOLVIMENTO:
1) Dança: Ao ouvir a música Bicharia, os alunos serão convidados a dançar imitando os animais.
2) Chefinho Mandou: o aluno deverá imitar o animal que o chefinho (professora ou outra criança) mandar.
3) Circuito com obstáculos: os alunos deverão percorrer um circuito com diferentes obstáculos (por cima, por baixo, sobre a linha, etc.) como se fossem o animal indicado pela professora.
MATERIAL:
- CD;
- aparelho de som;
- obstáculos; como por exemplo, cadeiras, bancos, mesas, cones, barbante, bambolê, etc.
DURAÇÃO: 2 dias.
AVALIAÇÃO: Observar o interesse, atenção, concentração, entendimento, ordem, destreza nos movimentos e relacionamento com os colegas ao realizar as atividades propostas.
EIXO: Identidade e Autonomia
OBJETIVOS:
- Relacionar-se progressivamente com os colegas, professores e demais pessoas demonstrando suas necessidades e interesses;
- Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, conhecendo seus limites, sua unidade e as sensações que ele produz;
- Desenvolver progressivamente sua identidade e autonomia.
DESENVOLVIMENTO:
1) Senhor caçador: brincar de senhor caçador, sendo que o aluno deverá manifestar-se quando a professora pedir para que o animal que ele representa se expresse; por exemplo, "Senhor caçador, preste muita atenção, não vá se enganar quando o cachorro latir".
2) Imitação de animais na frente do espelho: os alunos deverão de dois em dois imitar o animal indicado pela professora na frente do espelho;
3) Passeio no Horto: para finalizar este trabalho, os alunos irão ao Horto Municipal de São Vicente junto com a professora e demais funcionários, para conhecer pessoalmente diversos animais e observar seus costumes e características, fazendo relações com as características humanas.
MATERIAL:
- Espelho;
- Ônibus e lanche para o passeio.
DURAÇÃO: 2 dias.
AVALIAÇÃO: Observar o interesse, atenção, concentração, entendimento, ordem, relacionamento com os colegas, professora, demais pessoas e limpeza nas atividades propostas.

Música: “A casa do zé”

Disponível no CD: Jogos e brincadeiras na Educação Física – Prof. Bahia.

Pra entrar na casa do Zé
Você tem que bater o pé (bis)
Mas você tem que bater palmas também (bis)

Batendo palmas, batendo o pé
Pra entrar na casa do Zé (bis)

Pra entrar na casa do Zé
Você tem que fazer careta (bis)
E você tem que coçar a cabeça também (bis)

E faz careta, coça a cabeça
Pra entrar na casa do Zé (bis)

Pra entrar na casa do Zé
Você tem que dar um pulo (bis)
E você tem que ficar parado também (bis)

E dá um pulo fica parado
Pra entrar na casa do Zé (bis)

Pra entrar na casa do Zé
Você tem que dar um grito (bis)
E você tem que ficar calado também (bis)

E dá um grito, fica calado
Pra entrar na casa do Zé (bis)

Pra entrar na casa do Zé
Você tem que bater o pé (bis)
Mas você tem que bater palmas também (bis)

Batendo palmas batendo o pé
Pra entrar na casa do Zé (bis)


Por meio e a partir da audição dessa música podemos desenvolver uma sequência de atividades articulando todos os eixos do RCNEI.

Eixo: MOVIMENTO

Título da Aula: Pode entrar que a casa é do seu Zé!

Objetivos: Desenvolver a atenção, concentração, coordenação motora ampla e expressão corporal.

Desenvolvimento:
  • Explicar para as crianças como vamos brincar, ou seja que terão que seguir o comando da música.
  • Inicialmente organizar as crianças em círculo (roda) e de mãos dadas.
É colocado o cd, conforme elas vão ouvindo, vão imitando cada trecho cantado, prestando muita atenção.

Material:
Aparelho de som,
Cd: “A casa do Zé”

Duração: Repetir a música 2, três ou mais vezes dependendo da interação das crianças.

Pode-se fazer relaxamento após a atividade.

Avaliação: durante o desenvolvimento da atividade é avaliado o desenvolvimento individual e do grupo, verificando se foram atingidos todos os objetivos propostos.



Eixo: MÚSICA

Título da Aula: Cantando o seu Zé deixa a gente entrar...


Objetivos:
  • Brincar com a música, reproduzir os sons batendo palmas e pés e outros sons do corpo;
  • Identificar sons;
  • Comparar os sons produzidos;
  • Expressar as sensações causadas pela música;
  • Interagir com os outros.
  • Classificar o som: Alto/Baixo

Desenvolvimento

Duração da aula: 30 minutos

Material:

Aparelho de som, Cd com a música “A Casa do Zé”, objetos diferenciados e sucatas.

  • Sentados em roda ouvir algumas partes da música. Após a audição ouvir os sons provocados pelo professor: mãos, pés, partes do corpo, objetos e sucatas diversos.
  • Pedir para as crianças repetirem os sons provocados.Pedir para cantar bem alto ou bem baixo

Avaliação:

Observação durante o desenvolvimento da atividade. Individual e/ou do grupo.



Eixo: IDENTIDADE E AUTONOMIA


Título da aula: Quem é esse tal de seu Zé?

Objetivos:
  • Favorecer o reconhecimento das características físicas das crianças;
  • Construir a imagem do próprio corpo;
  • Estimular a auto-estima.

Desenvolvimento:

Duração da aula: 2 dias

Material:

Um boneco ou fantoche;

Um espelho grande;

Papel branco grande (toalha de papel de mesa de restaurante) uma para cada criança;

Caneta pilot grossa nas cores vermelha e preta. Tesoura e Fita crepe.


Essa atividade pode ser feita no pátio da escola.

  • Inicialmente fazer uma roda e conversar com as crianças sobre as características e diferenças físicas de cada uma inclusive os nomes.

  • Ainda em roda apresentar o boneco seu Zé para elas. E incentivar a observação das características do mesmo.

  • Pedir que se observem no espelho.

  • Após, cada criança deita sobre uma folha de papel para que a professora desenhe a silhueta dela, recorte o contorno, escreva o nome e desenhe olhos boca, nariz e cabelo.

  • Quando todos estiverem prontos colar na parede estimulando a observação das crianças no

que se refere às diferenças de cada um.



Avaliação:

Observação do interesse individual de cada criança e como se relacionam entre si. Registro individual.



Eixo: LINGUAGEM ORAL E ESCRITA


Título da aula: Onde está a casa do Zé ?

Objetivos:
  • Participar de situações de comunicação oral;
  • Expressar desejos por meio da linguagem oral;
  • Familiarizar-se com a escrita por meio do contato com revistas.

Desenvolvimento

Material:

Um boneco (fantoche)

Revistas, tesoura, cartolina e cola.

Duração: 1 hora

  • Roda de conversa com o fantoche chamado seu Zé.
spalhar pela sala uma grande quantidade de revistas e pedir que as crianças procurem figuras de casas. O professor deve recortar as escolhidas e cada criança fica com a sua.
  • Guardar as revistas e sentar em uma roda para conversar a respeito das figuras escolhidas.

  • Após essa roda de conversa propor a confecção de um cartaz.

Avaliação:

Observação: Interesse da criança em comunicar-se com o fantoche, professor e entre elas.

Interesse da criança pelo uso da revista.




Eixo: NATUREZA E SOCIEDADE


Título da Aula: Seu Zé quer sucata!!!



Objetivos:
  • Estabelecer contato com objetos diversos
  • Explorar o ambiente e a relação com outras pessoas
  • Interessar-se pela coleta de objetos que podem ser reciclados.

Desenvolvimento

Material:

Caixas de leite vazias e lavadas


  • Essa atividade deve ser combinada com as crianças pelo menos 3 dias antes de acontecer e durante muitos dias porque será uma atividade de coleta e será preciso uma quantidade grande de caixas de leite que serão utilizadas em atividades de outros eixos.

  • Pedir que as crianças tragam de casa quantas caixas de leite puderem.

  • Em sala deixar que as crianças explorem esse material da maneira que quiserem.

  • Fazer uma roda de conversa para trocar informações sobre o objeto, suas características, conversar (sem grande pretensão) sobre o lixo reciclado.

  • Recolher e guardar com cuidado para uma futura atividade.

Avaliação:

Observação e registro das informações de cada criança no processo da aprendizagem.



Eixo: MATEMÁTICA

Objetivos:

  • Desenvolver noções matemáticas: quantidade, contagem oral, cheio/vazio, leve/pesado
  • Manipular e explorar objetos e sua possibilidade associativa: empilhar

Desenvolvimento:

Caixas de leite vazias e limpas (grande quantidade).

Pelo menos 1 caixa de leite cheia

Tesoura, 1 vasilha ou jarra


  • Deixar que as crianças explorem as caixas de leite;

  • Conversar a respeito da quantidade de caixas que cada criança tem;

  • Pegar uma caixa de leite cheio e mostrar a diferença de peso entre uma caixa cheia e uma vazia;

  • Abrir a caixa cheia e retirar o leite despejando em uma jarra vazia e conversar a respeito;

  • Fazer uma contagem oral de algumas caixas;

  • Propor que as crianças brinquem de empilhar as caixas sem que as mesmas caiam.


Avaliação:

Observação e registro do desenvolvimento de cada criança.





Eixo: Artes Visuais

Título da aula: Construindo a casa do Zé

Objetivos:
  • Proporcionar o contato e a exploração de materiais diversos;
  • Estimular a criatividade da criança;

Desenvolvimento:

Duração: alguns dias

Materiais:

Caixas de leite vazias;

Cola de rótulo azul;

Papel Paraná;

Tesoura, Tinta, Rolo de pintura.



  • A professora deverá antes contar as caixas de leite e planejar o tamanho da casinha a ser construída. Se for possível uma casinha que eles possam entrar.

  • Após o planejamento iniciar a construção. As caixas serão os tijolos e a cola o cimento.

  • Com a ajuda da professora as crianças encaixam a primeira camada e a professora coloca a cola em cada tijolo, depois as crianças colocam mais uma camada, a professora a cola e assim sucessivamente, levantando as paredes da casa.

  • Sem esquecer da abertura da porta e janelas. Deve-se aguardar a secagem da cola.

  • Com as paredes prontas colar o teto que será feito com o papel cartão.

  • Chegada a hora da pintura cada criança, utilizando o rolinho, contribui com a pintura..

  • Depois de pronta as crianças deverão apreciar a obra feita com a ajuda delas.


Avaliação:

Observação do interesse de cada criança durante a atividade e como se relacionam entre si e com a professora. Observar também como as crianças lidam com tintas e como cuidam da obra.