"Não é possível refazer este país, democratiza-lo, humaniza-lo, torna-lo sério, com adolescentes bricando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se uma educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela a sociedade tão pouco muda." Paulo Freire

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Linguagem na Educação Infantil





Concepção de linguagem

• É um sistema que constitui e é constituído na interação. O aluno, nesse processo é sujeito na situação de comunicação, ou seja, o aluno é sujeito da aprendizagem.

1 – Gramática: A criança adquire sua estrutura mental entre 0 e 3 anos, ninguém ensina que o sujeito vem antes da qualidade porém a criança sempre diz: “a mamãe é bonita”. A construção da linguagem oral não é linear e ocorre em processo de aproximações sucessivas com a fala do outro (pai, mãe, professor, rádio, televisão, etc.)

2 – Situações do cotidiano: A criança aprende por meio de situações do cotidiano que oferecem um repertório rico em oralidade. E por meio desse contato diversificado em seu ambiente social que as crianças descobrem o aspecto funcional da comunicação, desenvolvendo interesse e curiosidade por essa linguagem.
Na escola essa situações podem ser:
• Dar espaço (criar esses espaço) para a fala da criança, em situações de interação professor X aluno, aluno X aluno.
• Ler diariamente: historia, poesia, parlenda, advinhas, trava-lingua, noticias, panfletos, etc.
• Aproveitar os momentos informais de oralidade (tênis novo, briga no pátio, novidades, desenhos infantis, cultura, etc) eles expressam o que pensam e sentem seus alunos. A criança deve perceber a diversidade para que ela se sinta valorizada.
• Dar oportunidade da criança escolher o que ela deseja falar.
• Música de qualidade: cantigas de roda, brinquedos cantados, músicas infantis, MPB, Clássica.
• Faz de conta: criar situações de faz de conta que privilegiem a oralidade, onde as crianças possam vivenciar papéis do cotidiano se expressando, criando regras, socializando, criando hipóteses e lidando com conflitos (feirinha, supermercado, restaurante, escritório, casinha, posto médico).
• Entrevistas: ler para as crianças pequenas entrevistas de personagens conhecidos pelas crianças, e perguntá-las quem elas gostariam de entrevistar. Elaborar com as crianças um roteiro de entrevista, onde o professor é apenas o escriba das falas das crianças, pois as perguntas devem partir delas. Agende a entrevista e faça o registro escrito, fotográfico e peça as crianças para fazerem o registro por meio do desenho.

3 – Norma informal com sotaque: A língua por ser viva e por se constitui na interação com o outro sofre variações de sotaque de acordo com a região e a cultura do lugar. O professor deve valorizar a diversidade da língua informal, pois ela é um elemento cultural.

Andreia Mello

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