"Não é possível refazer este país, democratiza-lo, humaniza-lo, torna-lo sério, com adolescentes bricando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se uma educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela a sociedade tão pouco muda." Paulo Freire

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

SP lança projeto piloto para implantar modelo de NY em escolas estaduais







Secretaria de Estado da Educação e Itaú Social fecharam
acordo para colocar em prática iniciativa durante 3 anos

Dez escolas periféricas de São Paulo terão o modelo educacional de
Nova York, nos Estados Unidos. A novidade é resultado de parceria
entre a Secretaria de Estado da Educação e a Fundação Itaú Social, que
acabam de fechar acordo para, já partir deste ano, implantar projeto
piloto com foco em gestão educacional.

A iniciativa, inédita no Brasil, acontecerá em dez escolas da
Diretoria de Ensino Leste 3. Todas tiveram baixo desempenho no Índice
de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).
Inspirado na experiência inovadora da reforma escolar de Nova York,
cidade que, como São Paulo, administra o maior sistema escolar do
país, o modelo pretende dar um salto de qualidade na aprendizagem dos
estudantes, em prazo de três anos.

As escolas são: Aquilino Ribeiro; Dr. Décio Ferraz Alvim; Haydeé
Hidalgo; Jardim Dom Angélico; Jardim Wilma Flor; Paulo Sarasate;
Recanto Verde Sol; Sebastião Faria Zimbres; Sumie Iwata; e Vila Bela.

A reforma de Nova York vem sendo implantada desde 2001 pelo prefeito
Michael Bloomberg e já obteve resultados positivos. Investe em gestão,
formação dos professores, monitoramento do rendimento escolar dos
alunos e envolvimento dos pais. Também conta com o apoio do setor
privado, não apenas com aporte financeiro, mas com envolvimento no
planejamento e liderança.

A execução técnica do projeto paulista será realizada pelo Instituto
Fernand Braudel, com acompanhamento técnico da Fundação Itaú Social.
No início de 2007, pesquisadores do Instituto realizaram uma intensiva
pesquisa de campo para analisar a ousada reforma escolar de Nova York
empreendida nos últimos anos. Foram acompanhados por Jane Wreford,
membro do Instituto e ex-diretora de inspeção de distritos escolares
da Comissão Britânica de Auditoria, que em 2002 pesquisou as escolas
públicas em São Paulo. A pesquisa de campo rendeu um referencial
dinâmico com estratégias relevantes para fazer frente a problemas
comuns de escala e liderança no ensino público no Brasil,
especialmente em áreas metropolitanas.

"A ideia é criar mecanismos de gestão e supervisão do trabalho
pedagógico que fortaleçam o compromisso da direção, coordenação, corpo
docente e famílias para oferecer uma aprendizagem de qualidade. Os
objetivos são incrementar os processos de gestão e supervisão do clima
escolar utilizados pelo diretor e professor coordenador, incluir
formação no trabalho do professor coordenador; aumentar o envolvimento
das famílias com a escola e melhorar o desempenho dos alunos nas
avaliações", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena
Guimarães de Castro.

Será contratada uma equipe com dois especialistas em Língua Portuguesa
e dois em Matemática que acompanharão o cotidiano das escolas
envolvidas para reforçar o trabalho do professor coordenador. Essas
disciplinas foram escolhidas porque são consideradas pontos críticos
no processo de aprendizagem dos alunos. Os especialistas estimularão
os coordenadores a entrar nas salas de aula e irão acompanhá-los com o
propósito de contribuir para uma orientação mais efetiva e adequada à
realidade de cada escola e de cada professor. Essa é uma prática comum
em Nova York que surtiu bons resultados na aprendizagem.

No ano passado, a Secretaria já modificou a forma de contratação dos
professores coordenadores da rede. Estes profissionais passaram a
exercer suas funções divididos por ciclos de ensino - antes havia um
coordenador para toda a escola.

Será ainda contratado um coordenador de pais para cada escola, cuja
tarefa será realizar ações para aproximar as famílias da escola e
envolvê-las no processo de aprendizagem dos alunos.

O projeto piloto passará por avaliação contínua, acompanhando a
frequência de professores e alunos, a rotatividade e absenteísmo dos
professores, o número de incidentes de indisciplina e violência dentro
da escola e a percepção de alunos, pais, professores e diretores sobre
o ambiente escolar. Serão realizadas entrevistas com pais das escolas
participantes, questionários para alunos das escolas do projeto, grupo
focal com professores, questionário para professores das escolas do
projeto e registro escolar de freqüência, faltas e licenças de
professores. Além disso, será feita a avaliação de impacto econômico
deste projeto piloto, para verificar seu retorno social.


Professora Vanda
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